sexta-feira, 10 de maio de 2024
Braga, 2 de dez. de 2019 Rev.mo Senhor P. Pedro Ferreira Os meus respeitosos cumprimentos. Peço a sua paciência e bondade para a leitura do desabafo que me vai na alma. 1.Como trabalhador voluntário numa causa sócio-caritativa- a Casa da Irmã Lúcia- já lá vão mais de doze anos, quero manifestar-lhe o meu desagrado pelo modo como tenho sido tratado por algumas irmãs do Carmelo do Bom Jesus. Estou a falar em nome próprio. Sei que o meu pensamento é o mesmo do Sr. Eng. Manuel de Sousa e da restante direção empossada pelo Sr. Arcebispo. Não me pediram, porém, para falar em nome deles. Sou um cristão temente a Deus, pecador, reconhecido e que ama as causas a que se compromete. Durante todos estes anos fiz o possível e impossível por concretizar a caridade em favor dos outros em nome da Irmã Lúcia e em favor de quem precisa. Além do trabalho na direção propriamente dita nunca disse “não” a outras solicitações das irmãs nomeadamente em centenas de horas de aulas de música que lhes dei e muitos transportes em situações de emergência. Estas, porém, por duas vezes “atiraram” com o nosso projecto para o lixo e muitos milhares de euros tomando-nos como garotos, sem dignidade e sem direito a uma resposta, positiva ou negativa, devidamente fundamentada. 2.Recordando alguns factos relevantes: Em 2010 já existia a ACIL (Associação Casa da Irmã Lúcia) que, na prática, pagou o primeiro projecto que apontava para um lar com 40 quartos. Foram muitos milhares de euros que doaram pessoas bem intencionadas, amigas da Irmã Lúcia e do Carmelo. Tudo foi parar ao lixo depois da entrada do P. Teixeira e da suspensão do nosso trabalho por parte da Comunidade Carmelita e, entretanto, ter sido alterado o PDM para aquela zona da cidade. A Casa seria entregue à Diocese, coisa que nunca aconteceu. Tudo isto em total desrespeito pela equipa trabalhadora. 3.Passados três anos, em 2016, seríamos novamente chamados pelo Sr. Arcebispo para retomar o projecto abandonado. Empossados com pompa e circunstância, com os discursos da praxe e repetidos, lançamos mãos à obra. Passava, agora, a ser uma fundação de direito canónico. Voltamos a pegar no projecto anterior a que só faltavam os planos das especialidades. Qual o nosso espanto quando verificamos que o projecto já não se encontrava na Câmara! Alguém, sem qualquer autorização, havia dado ordem para colocar o processo no arquivo morto. Apareceu, finalmente. Juntamos os planos de pormenor e pensamos no lançamento da primeira pedra para o dia 15 de Julho de 2017, já que a licença estava prometida por dias. 4. Mais um embaraço. Na ante-véspera do lançamento da primeira pedra o Sr. Arcebispo telefona-me dizendo que não iria aparecer pois não tínhamos a licença! Tristes e indignados sem conhecer a razão. Viemos, depois, a saber que a Câmara havia enviado o processo para o IGESPAR atendendo a que estava a decorrer o processo de candidatura do Bom Jesus a património da humanidade. A resposta a este problema foi: teríamos de reformular o projecto cingindo-nos somente ao espaço da casa existente. Já os prazos acordados com a NEW CONFIDENCE quando tivemos de iniciar novo projecto e novas especialidades para o mesmo, desta vez cingindo-nos ao espaço da casa existente. Não seria possível cumprir o acordo com a New confidence e, daí, o pedido de prorrogação do prazo por mais dezoito meses. Fizemos o documento e pedimos às Carmelitas na pessoa da Prioresa que assinasse o documento. Negou-se a fazê-lo talvez fixa na ideia expressa no contrato de direito de superfície que prevê a anulação e perda do contrato se a obra não fosse realizada até Maio de 2020 ou seja, não teve em conta o atraso que o projecto sofreu com o extravio na Câmara e com o envio do mesmo para apreciação do IGESPAR que exigiu um projecto novo totalmente diferente do anterior. As Carmelitas parece não terem compreendido as razões que, na realizade, foram completamente alheias a esta direcção. 5.A responsabilidade da obra não era de António Correia mas da direcção da FCIL-VF. As especulações surgidas à volta da capacidade financeira de António Correia, embora fundadas, eram tão somente da responsabilidade da direcção da FCIL-VF que, caso fosse necessário, saberia como dar a volta e arranjar outro investidor. Por isso é que temos razões para afirmar que, no passado e no presente, fomos tratados como garotos e incapazes de assumir os compromissos assumidos. Concluindo: As Carmelitas (algumas) ofenderam claramente os trabalhadores que tinham sido empossados pelo Sr. Arcebispo sem que, em qualquer momento, dialogasse com eles e colocassem as suas dúvidas. Não sei se foi por acaso ou por coincidência mas já é a segunda vez que a Irmã Maria das Neves nos humilha desta maneira. Não é nossa intenção voltar a assumir qualquer compromisso com esta senhora. Alguém terá de o fazer por ela se quiser que a obra chegue a bom termo. Caso contrário terão de se entender com quem, depois de investir muitos milhares de euros, foi impedido de concretizar a obra. Pelo trabalho que tive junto dos amigos da ACIL e pela correspondência trocada com eles só me resta mais uma obrigação: informá-los das razões pelas quais as suas ofertas monetárias não se concretizaram. Ficamos tristes. Mas ninguém gosta de ser tratado de forma tão desonesta. Nota: Eu e o S. Eng. M. Sousa queremos reafirmar a nossa amizade e lealdade com Va Rev.cia. Mais: gostaríamos de conversar sobre este e outros assuntos quando o Sr. P. Pedro tiver algum tempo livre e no lugar certo: à mesa. Com amizade, respeito e humildade, António da Costa Gomes
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